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terça-feira, 19 de abril de 2016

UmaVida...Cadê a artista?

Já tem uma semana que estou meio quietinha. E eu me conheço. Sou movida a energia criativa, solar, alegre. Sou muito sensível e quando o clima pesa, o tanque, por algum motivo, esvazia.
Em minutos, meu corpo sente.
Parece que a vida vai sumindo devagarinho, como uma vela que vai se apagando.
Essa última lua cheia com eclipse esvaziou meu tanque energético, sugou toda a minha vitalidade que já vinha meio baixa.
Ela me pedia para fazer transformações para abrir novos caminhos.
Com esse tumulto externo, não ouvi os sinais e esqueci de me cuidar.
Liguei para a minha acumputura e marquei uma parada no box para reabastecer.
Eu disse à minha médica que estava meio quietinha, restabelecendo de um tornozelo machucado e nisso minha energia sumiu.
Não deu outra, levei bronca.
Quando me viu pálida, branca como um papel, ela me disse:
"Isabel, você não é assim. Cadê a artista? Você não pode ficar muito tempo parada. Você tem que criar, ter desafios novos, porque essa é a sua energia. Quando deixa de fluir criativamente, seu corpo sucumbe, pifa. A arte é o seu combustível natural, aquilo que te energiza. É porisso que entrou em pane."
Como é bom gente que conhece a gente, mais até que a gente mesma.
Fiquei lá abastecendo o carro com umas agulhinhas milagrosas em pontos estratégicos.
Saí a toda...eu cantando e o pneu também.
Quando eu aumento o som da minha música bem alto, a minha energia vai atrás.
Cheguei aqui em casa e tirei da embalagem aquele meu velho entusiasmo de sempre.
Me lembrei do órgão eletrônico da mamãe.
Ele tem aquele talento todo especial de me fazer lembrar da minha história, da minha dança, da minha música.
Voltar a cantar, voltar a tocar, a dançar, a desenhar, voltar a ser feliz.
Se o meu combustível na vida é arte, tenho que cuidar para deixar meu tanque sempre cheio.
Tomar porre de arte de canudinho, tomar porre de ser artista.
Cair bêbada pelas sarjetas, sair de mim, sair daqui, sair desse mundo louco.
Lambuzar minha vida de alegria, de cores, de sons, de música, de tudo que me faz sentir mais viva.
Porque nada é pior que se sentir sem vida em vida.
O meu remédio para as tempestades que vêm de fora, minando a minha energia, eu já sei.
Está escrito assim na caixinha: ARTE.
Tarja colorida, sem contra indicações, mas com uma advertência.
É preciso criar dependência e tomar para o resto da vida.
E você, está cuidando da sua energia?
O mar está muito revolto, os ventos balançam com força as velas dos barcos, os pássaros mais lindos já migraram para céus mais calmos.
Silencie, para vir as respostas que tanto procura, olhe para dentro e para o alto.
Preste atenção no milagre da vida que acontece a todo instante.
Há um caminho para se chegar à evolução, ele é em espiral, com fases boas e fases ruins.
Depois de uma tempestade, as nuvens cinzas e escuras vão diluíndo.
O céu se abre novamente e volta a ter aqueles mil tons de azul, cada um mais lindo que o outro.
Recolorindo a bonança em nossos dias.
Repintando a esperança em nossas vidas. 🙏💙

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